O Crack, acredite, já chegou a 87% dos municípios do Rio Grande do Norte

Por
enquanto, os resultados mais efetivos se vêem na área de segurança
pública na capital. Os dois ônibus estão em campo nos bairros de Nossa
Senhora da Apresentação, Zona Norte de Natal, e Felipe Camarão na região
Oeste. De acordo com representante da Secretaria Estadual de Segurança
Pública do Rio Grande do Norte (Sesed) e ponto focal do programa no
Estado, Ana Paula Dantas, os bairros receberem esse aporte depois de um
estudo da mancha de criminalidade na capital.
A
análise não se restringiu aos crimes diretamente relacionados com o
tráfico de drogas. Os dados foram fornecidos pelo Centro Integrado de
Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Foi levado em consideração a
maior incidência criminal, sobretudo de homicídios”, explicou Ana Paula
Dantas.Mas
os ônibus não vieram sozinhos. Conforme a representante da Sesed no
programa, cada bairro terá 20 câmeras de monitoramento instaladas. As
regiões consideradas como cenas de uso de drogas deverão os pontos mais
visados. Também fazem parte do pacote duas motocicletas e mais duas
viaturas de policiamento para cada bairro.
Além
disso, armas de baixo potencial ofensivo serão utilizadas: armas de
condutividade elétrica (mais conhecida como taser) e espargidores de
pimenta (sprays). Para lidar diretamente no “Crack, é possível vencer”,
167 agentes de segurança pública foram capacitados, sem contar nos
guardas municipais que também receberam treinamento.A
previsão de Ana Paula Dantas é que estrutura semelhante a essa chegue
aos municípios de Mossoró e Parnamirim até setembro deste ano. Cada
cidade receberá um ônibus de videomonitoramento e sua respectiva
estrutura de apoio. Dos R$ 30 milhões dos quais o Estado tem direito, R$
7 milhões serão investidos na área de Segurança Pública – eixo
autoridade.
Atendimento na rede de Saúde
O
programa é segmentado em três eixos: prevenção (educação, esporte,
cultura e assistência social), cuidado (Saúde) e autoridade (Segurança
Pública). O eixo com mais recursos no Rio Grande do Norte é o que
prioriza atendimento dos dependentes químicos. Dos R$ 30 milhões
destinados ao RN pelo programa de combate ao uso de drogas, o eixo
cuidados ficará com cerca de R$ 21 milhões.No
entanto, os resultados das ações em Saúde Pública ainda são tímidos.
Por enquanto, a mais evidente é o encaminhamento dos pacientes que
procuravam o Hospital Psiquiátrico João Machado para a Unidade de
Pronto-atendimento (UPA) de Pajuçara. Mas há diversos outros projetos
para o atendimento.
De
acordo com a técnica da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) Liege
Uchoa, as cidades de Parnamirim e Mossoró receberão um Centro de
Atendimento Psicossocial (Caps) 3 AD (para pessoas dependentes químicas)
24 horas, um consultório na rua, leitos para internação em
hospitais-gerais e unidades de acolhimento. Essas unidades darão
continuidade ao tratamento iniciado nos Caps.Na
capital, a diferença é que em cada distrito regional de saúde da cidade
haverá um Caps AD para atendimento de dependentes químicos durante 24
horas. Atualmente só existe um Caps AD 24 horas na zona Leste. “Temos o
cuidado para que o paciente não seja segregado. Não ter essa saída das
drogas abruptamente”, ressaltou Liege Uchoa, esclarecendo que o
atendimento se baseará na política de redução de danos dos usuários.“O
eixo prevenção está sendo organizado pelo RN Vida [programa estadual de
combate às drogas] no Caic de Lagoa Nova”, informou Sonali Rosado.
Segundo ela, 400 crianças têm atividades esportivas e culturais no
local. Representantes dos municípios pactuados e órgãos estaduais se
reuniram hoje pela manhã na Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap)
no bairro de Cidade Alta. O encontro serve para avaliar o andamento do
programa nos municípios.
Fonte: Jornal de Hoje
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